A resposta curta: uma página se tens menos de dez anos de experiência, duas se tens mais. Nunca três. E o que se corta primeiro não é o que a maioria das pessoas corta.
Quem lê currículos lê dezenas de cada vez, e passa os olhos pelo primeiro em poucos segundos antes de decidir se o lê a sério. Um currículo de três páginas não é lido com mais atenção — é lido com menos.
Duas páginas justificam-se quando há mesmo matéria: quinze anos de carreira, várias funções diferentes, publicações. Se tens três anos de experiência e duas páginas, uma delas está cheia de coisas que não ajudam.
Pela ordem certa: a morada completa (chega a cidade), a data de nascimento e o estado civil (não se pedem e podem prejudicar), a fotografia se te candidatas fora de Portugal, as competências óbvias («Microsoft Word», «trabalho em equipa»), e os empregos com mais de quinze anos que não têm ligação ao que procuras.
O que não se corta: os resultados. «Responsável pela facturação» diz muito menos do que «reduzi em 30% o tempo de fecho mensal». Se tens de escolher entre listar mais um emprego e explicar melhor o anterior, explica o anterior.
Descrever funções em vez de resultados. Um currículo cheio de «responsável por» e «encarregue de» descreve o que era o trabalho, não o que a pessoa fez nele. Números, mesmo pequenos, mudam tudo.
Mandar o mesmo currículo a toda a gente. Não é preciso reescrevê-lo de cada vez, mas trocar a ordem das coisas e ajustar as duas primeiras linhas ao lugar a que te candidatas faz mais diferença do que qualquer modelo bonito.
Enviar em Word. Envia sempre em PDF: abre igual em qualquer computador e ninguém lhe mexe sem querer.
É isso que esta ferramenta faz, e leva menos de um minuto.
Fazer o meu currículo